11° Semana de Museus – 13 a 19 de Maio // Programação Belém

semana de museus 2013Proposta pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), a equação inspiradora para as comemorações do Dia Internacional dos Museus (18 de maio) de 2013 ressalta o arranjo entre o frescor criativo e a memória construída: a soma desses fatores repercute na sociedade e com ela interage, num movimento propulsor da mudança social. A dimensão criativa do museu reside nas trocas afetivas, no despertar da sensibilidade, nas intuições e memórias que pulsam, na atualidade da imaginação sonhadora, na espontaneidade das relações. Criar é construir a memória, e, ao com ela trabalharem, os museus operam como quem edita, corta, recorta, cola, mistura, oculta, revela, enfatiza e esquece. O trabalho com a memória implica o reconhecimento do seu caráter seletivo, eletivo e, portanto, político. Criar é dar sentido à existência, é perceber-se parte do processo. O importante na experiência do museu é ‘estar em relação’ e, nesse sentido, é fundamental imaginar outras coisas que não os saberes instituídos, aceitando a potência como fonte de novos saberes. O museu é parte integrante da sociedade e possui os elementos que lhe permitem participar na formação da consciência das comunidades que ele serve e também promover mudanças.

A PROGRAMAÇÃO NO PARÁ COMEÇA NA PÁGINA 139.

V Encontro Nacional de Estudantes de Museologia – ENEMU

“Museologia em três tempos: as trajetórias de um campo em (trans)formação”
Este ano, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO sediará a 5ª edição do ENEMU, evento com a maior concentração de estudantes de Museologia do Brasil, além de ser o berço do surgimento do primeiro curso de graduação do país.
Serão comemorados também os 40 Anos da Carta de Santiago e os 80 Anos do Curso de Museologia no Brasil. Além disso, junto ao encontro, acontecerá o 5° Fórum Nacional de Museus, também na cidade do Rio de Janeiro, sediada na Marina da Glória, onde estudantes e profissionais de Museologia e áreas afins poderão avaliar e estabelecer diretrizes para a renovação das práticas nas instituições culturais e museológicas.
O V Encontro Nacional de Estudantes de Museologia visa ao fomento e à estruturação do campo da Museologia, através das diversas atividades propostas. Por isso, contém, no cerne da sua existência, a importância de ser um evento que promove o intercâmbio de conhecimentos de profissionais de museus, estudantes, pesquisadores e todos aqueles que possam agregar e produzir conhecimento à área. Além da confraternização entre estudantes, tão importante para o fortalecimento dos cursos e do campo.
Através deste evento, os estudantes poderão vivenciar o conhecimento e a convivência com os seus colegas de curso em suas diferentes facetas para, além das salas de aula, promover a troca de experiências e informações sobre o passado, o presente e o futuro da Museologia, fazendo deste espaço único e insubstituível.
Com a característica de ser o único evento a nível nacional que reúne estudantes dos catorze cursos de graduação pelo país – além do mestrado em Museologia e agora o recém-criado doutorado –, o V ENEMU tem como princípio incitar a produção teórica e discutir a importância da Museologia como área de conhecimento, inclusive suas características multidisciplinares e interdisciplinares a partir de seu desenvolvimento pautado nos três eixos temporais propostos, – passado, presente e futuro – e o seu papel para além da instituição museu e centros de pesquisa.

LISTA DOS TRABALHOS APROVADOS – V ENEMU

O que é o ENEMU?

O Encontro Nacional de Estudantes de Museologia – ENEMU – é um importante evento entre alunos e profissionais de Museologia e áreas afins, a nível nacional, com o intuito de promover o intercâmbio de informações através de discussões acadêmicas. É no encontro que se debatem e são propostas questões e caminhos para o rumo do campo museológico, por meio de apresentação de pesquisas, debates, mesas redondas, oficinas, mini cursos e assembléias.

“Platôs” de Flamínio Jallageas (SP) – Prêmio no I Salão Xumucuís de Arte Digital / 2011

Platôs

ano: 2009  série: mudanças  duração: 11’40’’  trilha sonora cortesia: Yasek Manzano   título: “Amnios”

prêmios: 5ª mostra FASM/Vídeobrasil e 1º Salão Xumucuís de arte digital.

Gravado parte em São Paulo, parte em Havana, Platôs é um vídeo construído pela sobreposição de duas salas. Na primeira delas, situada em São Paulo, vemos alguns móveis, alguns objetos e uma mesa montada com os elementos de um café da manhã. Na edição deste material, a percepção de desenvolvimento do vídeo acontece pelo apagamento de todos os objetos até o ponto em que o espaço se apresenta vazio.  Na segunda sala, agora em Havana, vemos duas portas, uma parede vazia e a ação, que ocorre em torno de um minuto, consiste numa copeira que coloca uma mesa de café da manhã localizada fora do quadro. Sobre este espaço, projeta-se o primeiro vídeo já editado que é, então, novamente captado na forma que será a sua condição final.

De uma maneira condensada, temos aqui a sobreposição de inúmeras camadas. Por meio dos objetos e da arquitetura, temos os dados culturais e espaciais que, literalmente, se sobrepõem. Sobre o tempo, somos impelidos a crer que se trata de uma outra época, pois grande parte dos objetos faz menção aos anos 60 e 70 e, apesar de estarem no Brasil, poderiam compor uma casa Cubana já que, desde a revolução que levou Fidel Castro ao poder, a obsolescência e substituição dos objetos, típica da prática capitalista, não faz parte do costume e das possibilidades econômicas do país. Por último, para a obtenção do resultado desejado, a própria técnica de construção gráfica do vídeo se dá através da colagem de imagens fixas e em movimento que se sobrepõem em camadas no software de composição e efeitos especiais em vídeo.

Flamínio Jallageas