Exposição “Na Passagem da Corda”, 1999 – Coletiva Anual da Associação dos Artistas Plásticos do Pará

coracao armandoEm 1999 a Associação dos Artistas Plásticos do Pará montou uma exposição coletiva temática sobre o Círio de Nazaré, nomes como Armando Queiroz, Emanuel Franco, Maria Christina, Nina Matos, Octávio Cardoso, entre outros. A exposição aconteceu no Museu de Arte de Belém, com apoio da Prefeitura de Belém, e foi um desdobramento do II Encontro dos Artistas Plásticos do Pará. [imagem: Coração, de Armando Queiroz]

[Obra em Questão] – “Palomo” de Berna Reale, por Tadeu Lobato

Quem mais poderia permitir tamanha audácia de um cavalgar silencioso e autoritário se não a própria sociedade instalada em suas poltronas cínicas e autoritárias. O trotar irritante e permanente de um pégasus que sobre ás rédeas de Diomedes, sacia-se da carne humana em oferta infame! O passeio pela cidade quase vazia revela a indiferença e a Conveniência com a maldade. É isto o que queremos,desejamos ? O Rei dos Bistones ? Um corcel infernal a espalhar excrementos na urbe infiel e analfabeta ? É quando todos se calam que as rapinas em vôos rasantes alimentam-se dos já quase mortos, Que em cortejo como o bando de Hellequin, ruminam o fim…Tak…Tak…tak…Tak…Tak.

Tadeu Lobato

09/11/2012 XXI

Lançamento do Dossiê “Por uma cartografia crítica da Amazônia”

De abril a agosto de 2012, em Belém do Pará, iniciou-se a busca de uma síntese. Pontos críticos desse enigma alcunhado Amazônia começaram a se grafar em Dossiê: físico e digital. Surgiram fascículos: “Prólogo: Perigoso e Divertido”, “Vontade de Potência”, “Estamos em greve”, “Redes locais, Autonomia”, “Epílogo: Entre rios, rua e igarapés”.

Coordenado por Giseli Vasconcelos, e tendo na equipe Mateus Moura, Romario Alves, Ícaro Gaya, Lucas Gouvea, Bruna Suellen e Arthur Leandro, e quaisquer colaboradores, o processo (que sempre estará em processo) de construção desse documento aberto pretende, entre outras coisas, olhar do alto, de baixo, de dentro, de fora, na altura dos olhos, no espelho. AMAZÔNIA é o nome da floresta-enigma que está sendo in-plorada. Trabalhoso.

Os vídeos em construção foram denominados remix-texturas (rmx txt ura’s), ‘remix’ enquanto ressignificação do que já existe, ‘texto’ (no sentido máximo, sendo sinônimo de imagem – visual, sonora, conceitual) e ‘urdidura’ (s.f. ação ou efeito de urdir; conjunto de fios no tear por entre os quais se faz a trama; Fig. tramóia, intriga, maquinação).

Colaborativo, o viés do projeto/processo abre à opinião pública às portas digitais.
Há muitos afetos para se construir, muitos paradigmas para se destruir, muitas árvores para compreender. Por outras cartografias.

Fonte: Qualquer Coletivo