4º Prêmio Diário contemporâneo de Fotografia

Lucas-Gouvea-imagens-de-Spinario

Imagens de Spinario de Lucas Gouvêa. Fotografia vencedora do Prêmio Diário do Pará.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realiza em 2013 a sua 4ª edição. O projeto nacional incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

Aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no País, o Prêmio é promovido pelo jornal Diário do Pará e conta com o patrocínio da Vale e com as parcerias da Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA e o Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).

São três prêmios no valor de R$ 10.000,00 cada. Os selecionados e premiados participarão da Mostra 4º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, na Casa das Onze Janelas, que ocorrerá no período de 26 de março a 26 de maio.

O tema “Homem Cultura Natureza” nesta edição norteará o resultado final da Mostra a partir da ideia de natureza como linguagem e cultura. Além disso, o projeto incentivará a educação e a pesquisa com uma programação de palestras, encontros com artistas, oficinas e atividade educativa com as escolas. O edital com todas as informações estão disponíveis no site do projeto e as inscrições poderão ser feitas até dia 9 de fevereiro.

“Vamos reunir trabalhos em que a ideia de natureza não esteja mais vinculada somente à noção idealizada de que é algo desvinculado da ação do homem e, portanto, ligado à ideia de cultura. A paisagem e o retrato, por exemplo, são construções culturais, forjadas pelo homem e pelo artista. Também é a possibilidade de sempre rever a fotografia não mais como uma representação “natural” da “natureza””, explica Mariano Klautau Filho, curador do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

Além do Prêmio que irá para a obra que melhor alcançar o tema principal, os inscritos irão concorrer também ao “Prêmio Diário Contemporâneo”, para obra fotográfica que melhor apresente relações com outras linguagens e suportes – instalação, vídeo, objeto, performance, ou ainda proponha novas sintaxes na representação fotográfica, e ao “Prêmio Diário do Pará”, que vai para o fotógrafo (a) paraense e/ou residente e atuante no Pará (por pelo menos 03 anos), cuja obra traga a melhor poética e proposta conceitual entre as demais inscritas.

O resultado será exposto na Mostra Diário Contemporâneo de Fotografia, na Casa das Onze Janelas, mas o evento também se estende ao Museu da UFPA, onde além da mostra com obras da artista convidados deste ano, a fotógrafa Walda Marques, que possui uma longa e rica trajetória de atuação.

“O trabalho da Walda é único, especialmente na forma com que ela conduz seus clientes comuns ao universo da ficção, ao retrato, e às fantasias ficcionais que remetem aos estúdios do século XIX e início do Século XX. Isso também é uma forma de pensar a natureza do humano na representação fotográfica. Walda recoloca essas coisas no modo de construir a imagem na arte contemporânea de forma divertida, inusitada e romântica”, diz o curador.

Uma novidade este ano será a Mostra Especial, que ocupará o segundo andar do Museu da UFPA e reunirá obras de outros fotógrafos convidados pelo curador do Prêmio Mariano Klautau e que pretende retratar a atual cena da produção fotográfica paraense.

“Vou convidar artistas que representem a produção atual da cidade e muitos deles podem ser artistas em início ou meio de carreira, e que atuem em campos diversos da imagem fotográfica. Vou abrigar tanto fotógrafos que atuam em áreas do fotojornalismo como também artistas que optam por um trabalho mais conceitual com a fotografia”, finaliza Mariano Filho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia tem como objetivo contribuir para a ampliação do espaço da produção fotográfica nacional, consolidando o Pará como lugar de reflexão e criação das artes da imagem. As inscrições serão abertas a todo o território nacional, aos artistas brasileiros ou estrangeiros residentes no país. Boa sorte!

Edificio Mercurio e Sao Vito visto do Banespa. Arquivo Final. Morar 2011.

Edificio Mercúrio e São Vito visto do Banespa. Coletivo Garapa. Fotografia vendedora do Prêmio Memórias da Imagem.

Serviço

4º Prêmio Diário contemporâneo de Fotografia. Inscrições abertas até dia 9 de fevereiro. O edital pode ser acessado,a partir desta segunda-feira, 7,  no site http://www.diariocontemporaneo.com.br .  Realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale e apoio institucional da Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto Belém –PA – ou (91) 31849327/83672468 contato@ diariocontemporaneo.com.br

CATÁLOGO DA SEGUNDA EDIÇÃO – 2011

“Imagem, realidade e fabulação” palestra de Alexandre Sequeira no IAP

“Imagem, realidade e fabulação” no IAP

A palestra do fotógrafo e pesquisador Alexandre Sequeira, que faz parte da programação do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, será nesta quinta-feira, 17 de maio, a partir das 19h, no Instituto de Artes do Pará, com entrada franca.

Alexandre vai abordar a pesquisa que ele realizou durante o ano de 2010, quando frequentou a vila de Lapinha da Serra, município de Santana do Riacho, na região da Serra do Cipó. O trabalho foi objeto de pesquisa de sua de dissertação de Mestrado, defendida na UFMG.

O trabalho desenvolvido em Lapinha da Serra, segundo Alexandre, tem o mesmo caráter relacional do desenvolvido em Nazaré do Mocajuba e de outro que ele realizou também com dois adolescentes residentes na ilha do Combú e no bairro do Guamá.

“Na verdade a fotografia se apresenta como um instrumento de aproximação e troca de impressões de mundo. O trabalho se afirma muito mais na relação que se estabelece do que na fotografia propriamente dita. Nesse sentido, a fotografia assume um caráter de documento construído a seis mãos, envolvendo eu, Rafael – um adolescente de 13 anos -, e seu avô, Seu Juquinha, de 84 anos”, diz ele referindo-se aos personagens focados neste último trabalho.

Durante o bate papo desta quinta-feira, Alexandre vai utilizar as imagens dessa experiência, além de pontuações teóricas para construir a conversa e a discussão com o público presente. “A palestra trata de nossa relação com a fotografia enquanto documento, enquanto memória de algo que efetivamente aconteceu. Mas a fala procura dirigir as atenções às relações que se estabelecem entre fotógrafo e fotografado, entre o que acontece antes ou mesmo depois do momento do registro. Relações estas que, de certa forma, relativizam ou ampliam esse valor de documento da fotografia”, diz Alexandre.

Laços – Ele conta que ao longo do período na Lapinha da Serra, a fotografia foi responsável pela construção de laços de convívio e afeto com alguns moradores locais, em especial com Rafael, de 13 anos, e sua família. “Refiro-me a um certo caráter performativo do ato fotográfico que envolve a todos que dele fazem parte e que, embora se tenha a impressão que diz respeito à uma produção fotográfica mais recente, na verdade acompanha a fotografia desde seu surgimento”.

Para Alexandre, as relações que se estabelecem a partir do convívio com as pessoas envolvidas e entre seus olhares e interpretações de mundo, tecem laços que os aproximaram enquanto permanentes construtores de sonhos, fantasias e desejos.

“A fotografia, que por vezes animou esse convívio, se apresentou tanto como instrumento de construção de uma etnologia da saudade – por seu inegável valor documental –, quanto por seu potencial emancipador, dada a perda de sentido de realidade que suas possibilidades interpretativas suscitavam”, continua.

Foi nessa perspectiva que palavras, imagens e acontecimentos animaram o convívio de Sequeira com Seu Juquinha e Rafael e por assim em diante se converteram em uma história, com elementos que se oferecem como fio condutor para a construção de uma narrativa capaz de tratar dos espaços da diferença e da alteridade.

O conjunto de fotografias produzidas ao longo dos dois anos pelo artista e por Rafael é guardado por ambos –, como um banco de dados passível de diferentes interpretações. Do mesmo modo, os relatos de Seu Juquinha, que por tantas vezes conduziram Sequeira por entre palavras, pausas ou entonações, no desafio de subverter os regimes do visível e do invisível, também servem como elemento indutor de ressignificações da vida em Lapinha da Serra.

Os registros sonoros desses encontros, fragmentos de conversas e sons da ambiência do lugar, compõe uma partitura sonora que é também encaminhada de volta à vila, como contribuição ao trabalho educativo desenvolvido por alguns moradores no Espaço Cultural situado ao lado da pequena igreja local.

Memória e falas – A intenção é que o material possa servir como outra forma de tratar a história, a memória e as qualidades de Lapinha da Serra, junto às crianças e adolescentes, assíduos frequentadores daquele espaço; como um meio de replicar a fala de Seu Juquinha – figura tão importante para a vila –, dando ao passado através de sua permanente revisão, um sentido de retomada, essa sim, uma forma nobre da memória.

Depois que defendeu a dissertação, Alexandre foi convidado a falar do projeto numa exposição em São Paulo, chamada “Por aqui, formas tornaram-se atitudes”. A exposição reunia nomes da cena das artes visuais como Helio Oiticica, Ligya Clark, Ligia Pape, Laura Lima e muitos outros.

Em seguida, ele também foi convidado a falar no Festival Internacional de Porto Alegre, no Festival de Fotografia de Recife, no Festival Internacional de Fotografia do Rio, no Festival de Fotografia de Manaus, numa palestra que proferi para o curso de Pós Graduação de Fotografia da Faculdade Armando Álvares Penteado em SP, em um curso de fotografia realizado no MAM de São Paulo e, mais recentemente, no Festival Internacional de Fotografia de Montevideo.

Já há algum tempo que o pesquisador não volta à Lapinha da Serra, um vilarejo bem isolado, no meio da Serra do Cipó. No mês que vem, porém, ele regressará à vila. “Em função desta distância e de minha agenda que tem sido um pouco corrida, não tenho tido oportunidade de manter contato com Rafael e Seu Juquinha, mas no fim de junho farei uma fala sobre a experiência em Belo Horizonte, no Palácio das Artes, dentro de uma exposição da qual farei parte, e já estou me programando para conseguir um carro e ir encontrá-los”, finaliza.

Serviço

Palestra “Imagem, realidade e fabulação”, com o fotógrafo e pesquisador Alexandre Sequeira – Nesta quinta-feira, 17/05, a partir das 19h, no Instituto de Artes do Pará, com entrada franca – Pça Justo Chermont, ao lado da Basílica de Nazaré.

Fonte: Assessoria Prêmio Diário.

Premiados e Selecionados do III Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

Premiados

Coletivo Garapa (SP) – Prêmio Memórias da Imagem

Ilana Goldbaum Lichtenstein (SP) – Prêmio Diário Contemporâneo

Lucas Gouvêa Mariano de Souza (PA) – Prêmio Diário do Pará

Selecionados

Alberto Bitar (PA)

Ana Emília Jung (Milla Jung) (PR)

Elivanja M. Fonseca (PA)

Érico Toscano Cavallete (SP)

Fábio Messias Martins de Souza (SP)

Fabio Okamoto (SP)

Fernando Bohrer Schmitt (SP)

Gabriela Lissa Sakajiri (SP)

Gordana Manic (SP)

Isabel Maria Sobreira de Santana Terron (SP)

João Pedro Rodrigues da Silva – Cêsbixo (PA)

Lívia Afonso de Aquino (SP)

Marian Wolff Starosta (RJ)

Patrícia de Oliveira Gouvêa (RJ)

Pedro Augusto Machado Hurpia (SP)

Renato Chalu Pacheco Huhn (PA)

Roberta Dabdab (SP)

Romy Pocztaruk (RS)

Tuca Vieira (SP)

Wagner Yoshihiko Okasaki (PA)

 

Fonte: Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia