Exposição “Estética de Boteco” do Hipster Colletivum

Estética de Boteco é um projeto de vivência realizado pelo Hipster Colletivum no boteco Meu Garoto, localizado na Rua Manoel Barata, centro comercial da cidade de Belém do Pará.

Nossa relação com o bar Meu Garoto beira a dependência. Mesmo de passagem, entre a realização de um projeto e outro, depois de uma visita à padaria ou saindo do cinema, em uma comunhão de pensamentos, decidimos ir até o mesmo lugar.

Isto resultou o projeto Estética de Boteco, que são registros desse universo maravilhoso através das lentes sujas de nossas câmeras analógicas. Fotografamos botecos diferentes pela cidade de Belém e Rio de Janeiro. A fotografia não é o personagem central deste projeto, mas o desenvolvimento de novos vínculos através das experiências do coletivo com os lugares, as pessoas e suas histórias.

O Estética de Boteco é uma relação de troca além da busca por um olhar diferenciado a respeito destes locais, muitas vezes banalizados. Pensar o Estética é muito mais que sentar para beber algo, é uma questão de identificação e de aproximação profunda com tudo o que nos cerca. O boteco torna-se uma segunda casa, onde fazemos e encontramos amigos, dividimos nossos conflitos e compartilhamos nossas alegrias.

É uma forma de criação e de diálogo com o ambiente que estamos inseridos.

“Orgulho de ser do Pará” abre exposição de retratos

A campanha “Orgulho de Ser do Pará”, iniciativa do grupo RBA, chega à segunda edição. Após o sucesso do ano passado, o projeto traz uma abordagem diferente, destacando as origens culturais e sociais da região.

Com o tema “Pará de Todas as Caras, de Todas as Raças”, a campanha inicia com uma exposição reunindo trabalhos dos fotógrafos Octavio Cardoso, Walda Marques e Thiago Araujo.

A mostra, que será aberta hoje (6), no Boulevard Shopping, reúne 28 retratos de paraenses produzidos nos municípios de Marabá, Bragança, Santarém, Cametá e Belém.

“A ideia é retratar a diversidade de pessoas que compõem o Pará. Para tanto, percorremos o Estado em busca de anônimos que representassem a identidade, a essência do povo paraense. Estão lá o vendedor de coco, o artesão, o garçom. Pessoas simples, mas que movimentam e dão vida ao Pará”, define o fotógrafo Octavio Cardoso, 48 anos, editor de fotografia do DIÁRIO DO PARÁ.

Foi convidada para participar do projeto a fotógrafa Walda Marques, que há 17 anos se dedica ao retrato, com premiações no Salão de Fotografia do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos (PA) e no projeto Abra/Coca-Cola (São Paulo, 1998), entre outros. Thiago Araujo é repórter fotográfico do DIÁRIO DO PARÁ.

O que o Pará tem de melhor

Trata- se de um trabalho diferenciado, feito exclusivamente para a campanha. “Tivemos que seguir alguns critérios para a mostra. Deveriam ser retratos em preto e branco, em plano fechado, ressaltando os detalhes e expressões de cada personagem”, explica o fotojornalista Thiago Araujo, 24 anos.

O projeto “Orgulho do Pará” consumiu quase sete meses de trabalho, que resultaram em 204 reportagens de página inteira, com veiculação diária, e mais de 100 reportagens veiculadas pela TV RBA (sem contar com as entrevistas nos programas da emissora). Coube à rádio 99FM a massificação e divulgação das reportagens veiculadas, tanto no DIÁRIO como da TV, além da criação do jingle da campanha e a realização de promoções junto ao público em datas comemorativas, como o Carnaval.

Um blog e um hotsite no Diário Online levaram o projeto para o Brasil e para o mundo, permitindo a interação com o público e disponibilizando matérias, vídeos e fotos. Um concurso de redação também foi criado para premiar os melhores textos de estudantes.

Lançado no dia 25 de outubro de 2009, o projeto “Orgulho do Pará” envolveu todos os veículos da RBA. Ele foi criado com o objetivo de abrir um espaço diário para as pautas positivas do Pará, numa tentativa de levantar a auto-estima do povo paraense, mostrando o que o Estado possui de melhor, nas mais diversas áreas.

PRESTIGIE

Exposição “Pará de Todas as Caras, Todas as Raças”. Abertura hoje (6), na praça de eventos no 1º piso do Boulevard Shopping. Visitação até dia 25, seguindo os horários de funcionamento do shopping. Entrada franca.

(Diário do Pará)

Fonte: Orgulho do Pará

Exposição “Marajó de Giovanni Gallo” – Centro Cultural Sesc Boulevard

Gallo, em seu processo alquímico-existencial, além de captar fragmentos da realidade, fora ou além da ótica estabelecida como beleza e verdade, carregava as credenciais de pesquisador curioso, que através da técnica fotográfica teve a possibilidade de materializar e transmitir experiências, descobertas, aventuras e verdades do universo paradoxal do território marajoara. Gallo revelou índices que se tornaram registros antropológicos do povo e da cultura marajoara de sua época.  O destino foi seu mestre-guia que lhe enviou para a missão de converter almas para o reino da igreja católica e foi convertido de alma e coração ao reino místico e misterioso da Ilha do Marajó.

Carlos Pará, Curador

Marajó de Giovanni Gallo

Nascido em 27 de abril de 1927, Turim, Itália, em pleno VII ano da Era Fascista de Benito Mussolini. Teve uma infância difícil e condição de vida muito precária, Gallo e sua família sofriam com a escassez de alimentos, devido à guerra em que a Itália estava desenvolvendo sobre o comando de Mussolini. Na juventude aceitou sem pressões familiares ou externas seguir o sacerdócio de padre jesuíta o que lhe rendeu erudição e percepção sobre a situação da vida dos mais pobres em várias lugares do mundo. Depois de uma jornada de oito anos na Suíça, Giovanni Gallo foi ordenado para atuar no Brasil. Desembarcou em 1970 em Salvador na Bahia onde assim como em todo o país, estava sob uma Ditadura Militar, fato que contribuiu para as três prisões do recém chegado. Entusiasmado com as paisagens do país, em viagens desenvolvidas para conhecer as obras religiosas desenvolvidas pela igreja, tira inúmeras fotos de tudo que lhe despertava o interesse, mas acaba sendo confundido com um espião do comunismo, sofrendo com isso revistas e interrogatórios intermináveis nas cadeias, cada vez que a sua figura estranha projetava a sua câmera para um cenário, o que lhe dava características em tempos de ditadura, um ar de espião estrangeiro.

O interessante é que essa sua paixão pela fotografia, acabou lhe rendendo mais tarde inúmeros prêmios fotográficos como: O 2º prêmio no Concurso Fotográfico da SECTET e em 1980 Y.Yamada: Retrato Pará;  o 4º Prêmio no Concurso Fotográfico da Universidade do Pará, “Preserve a Memória da sua cidade” (1981); e o 5º Prêmio de Menção Honrosa, do Concurso Nacional de Fotografia, “Aleitamento Materno” de Porto Alegre (1982). Além de exposições como a ocorrida no Teatro da Paz na Galeria Angelus com o título “O Meu Marajó”, em 1982. Exposições essas que mostraram o resultado de seu trabalho, após anos registrando as mais diversas situações encontradas na ilha de Marajó. Foi membro filiado da Associação Paraense de fotógrafos de carteirinha e tudo.

Mas além de fotógrafo, Gallo foi jornalista e museólogo. Mas suas pesquisas não se limitaram a arqueologia da ilha, as suas experiências sofridas, seja nos campos do Marajó, entre os vaqueiros e os moradores das cidades, ou nos rios da região realizando a pescando no mato. Contribuíram para que o padre adquirisse um conhecimento muito significativo sobre os aspectos culturais e sociais da região.

A exposição “O Marajó de Giovanni Gallo” reúne imagens poético-documentais que revelam o olhar e a história do italiano Giovanni Gallo, ex-padre jesuíta e criador d’O Museu do Marajó que viveu nos municípios de Santa Cruz do Arari e Cachoeira do Arari entre às décadas de 70 e 80. Grande visionário, museólogo e fotógrafo, entregou sua vida para servir um povo culturalmente rico, original que vive a margem da história, distante dos grandes centros urbanos, afastados de tudo, de difícil acesso, em localidades desconhecidas onde a ditadura da água e da terra prevalecem. Gallo tornou-se um dos maiores defensores e divulgadores da paradoxal cultura marajoara.

Como Chegar no Centro Cultural Sesc Boulevard