Fotografia paraense no Prêmio Marc Ferrez – Funarte

Paula Sampaio com “Lago do Esquecimento”, Alberto Bitar com “Corte Seco” e Dirceu Maués com ” Extremo Horizonte – paisagens  urbanas panorâmicas com  câmeras pinhole” foram premiados no Prêmio Marc Ferrez da Funarte 2013.

 

Paula Sampaio nasceu em Belo Horizonte, em 1965. Vive em Belém desde 82. Foi membro da Comissão dos Repórteres Fotográficos no Pará e participa de projetos realizados pela FotoAtiva.

É repórter do Jornal “O Liberal” e desenvolve desde 90 projeto pessoal sobre a colonização e migrações de comunidades que vivem às margens das rodovias Transamazônica e Belém-Brasília. Esse trabalho foi premiado pela Funarte – Prêmio Marc Ferrez em 1993; Mother Jones International Fund for Documentary Photography em 1997 e ganhou Menção Honrosa do Prêmio Nacional de Fotografia/ FUNARTE, em 1998. É formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará e fez especialização em Comunicação e Semiótica na PUC/MG.

 

Alberto Bitar nasceu em Belém em 1970. Desenvolve trabalho autoral desde 1991, quando participou do curso “Fotografia Artesanal e Sensorial”, ministrado por Miguel Chikaoka, e do projeto “Fotovaral FotoAtiva”. Participou, entre os anos de 1995 e 1997, de oficinas ministradas por Antônio Augusto Fontes, Ângela Magalhães e Walter Firmo. Atuou como repórter-fotográfico da revista Troppo, publicação do jornal O Liberal, de 1996 a 2002. Realizou as individuais “Solitude” (1994) e “Hecate” (1997).

É formado em Administração de Empresas pela Universidade da Amazônia (UNAMA), em Belém (PA). Atualmente trabalha como free-lancer.

 

Dirceu Maués nasceu em Belém, em 1968, e começou a fotografar em 1990. Em 1991 participou da oficina da FotoAtiva, e iniciou trabalho como free-lancer para jornais e revistas alternativos. Em 1992 ministrou oficinas na Fundação Curro Velho e participou de várias exposições coletivas. Em 1994 realizou a primeira exposição individual intitulada “Estações do Olhar”, na Galeria Theodoro Braga, em Belém. Em 1997, ganhou o prêmio aquisição no II Salão de Fotografia do CCBEU.

Fonte: Fotografia Paraense Contemporânea 80/90

EXPOSIÇÃO “ANTES DE ONTEM, ONTEM E HOJE” DO FOTÓGRAFO MATEUS SÁ

“Antes de ontem, ontem e hoje” é um projeto de pesquisa e exposição que tem como objeto o acervo analógico do fotógrafo Mateus Sá, constituído por fotografias e áudios captados durante os anos de 1997 a 2008. A pesquisa, que  teve início em junho de 2011, contempla o recondicionamento e organização de todo o acervo, assim como, a edição de imagens que irão compor uma exposição a ser realizada em dezembro de 2011 no Centro Cultural do Correios de Recife-PE. A exposição será dividida em três ambientes interligados e compostos por ampliações fotográficas em tamanhos e suportes variados, instalações fotográficas e áudio visuais. A intenção é possibilitar a ressignificação das imagens que compõem o acervo. O material vem sendo editado por Mateus e o curador do projeto, o artista visual e agitador cultural, Ricardo Peixoto. Além da exposição serão confeccionados um Catálogo, DVD multimídia e um Blog.
O projeto foi contemplado no edital do Centro Cultural Correios e terá sua primeira montagem em Recife-PE, no período de dezembro de 2011 a fevereiro de 2012.

Antes de ontem, ontem e hoje também recebeu o convite da Associação Fotoativa de Belém-PA, para que a exposição ocupe a galeria de sua sede no segundo semestre de 2012. Possibilitando uma maior aproximação entre dois importantes polos da fotografia contemporânea (Recife/Belém).

Mateus Sá, ao longo de 14 anos de produção (1997 a 2008), acumulou um grande número de fotogramas sobre diversos assuntos. Durante esse período desenvolveu algumas pesquisas e ensaios simultaneamente. Podemos destacar a pesquisa sobre as comunidades nativas do litoral pernambucano e do Arquipélago de Fernando de Noronha, desenvolvida durante cinco anos, sendo publicada no livro “Luz do Litoral” em 2005. A documentação sobre o maracatu rural “Cambinda do Cumbe”, realizada ao longo de 8 anos e publicada no livro “A Cambinda do Cumbe”em 2006. A documentação da comunidade indígena “Xucuru do Ororubá”, iniciada no ano de 2001 e ainda
em andamento. Documentação do movimento dos “Poetas Marginais” de Pernambuco, em andamento. Séries sobre impactos ambientais ocasionados pelo crescimento desordenado das cidades e ensaios sobre diversas manifestações da cultura popular nordestina, romarias, religiões afro brasileiras, cotidiano das cidades de Olinda e Recife.

Com exceção do “Luz do Litoral” e “A Cambinda do Cumbe”, praticamente todo o material é inédito. São tantas imagens que o autor não tem noção da quantidade guardada em seus arquivos.
Mateus tanto fotografava como captava o áudio desses momentos. Paralelamente anotava as ideias que iam surgindo sobre como utilizar esse acervo. Todas as anotações foram sendo guardadas numa pasta que foi denominada de “pasta das ideias”.

Com o decorrer do tempo esse acúmulo de material passou a incomodá-lo. “Sempre tive o sonho de colocar tudo isso na rua, dividir meu olhar com o olhar do observador”. “Antes de ontem, ontem e hoje” cumpre esse papel, possibilitando ao autor colocar em prática parte das ideias que surgiram durante esse período e que foram guardadas na referida pasta.

Fonte: blog de Mateus Sá