Miguel Chikaoka no Museu de Arte Sacra de SãoPaulo

O Museu de Arte Sacra de São Paulo apresenta até 15 de Julho a exposição Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80.

Museu de Arte Sacra de São Paulo reedita exposição de 1985 com imagens de um povo e sua comunicação com o sagrado


Museu de Arte Sacra de São Paulo abre Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80, mostra com 49 fotografias realizadas nos anos de 1980 que retratam a devoção do povo brasileiro através de imagens de procissões, festas e outras representações de caráter religioso.

A exposição, com curadoria de Paulo Klein, é um recorte de Andores, Opas e Anjos: Passa a Procissão, organizada por Pe. Antonio de Oliveira Godinho, exibida no mesmo museu em 1985. Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros anos 80 traz registros fotográficos que estavam nessa mostra, de autoria de 12 nomes significativos do segmento, tais como Adenor Gondim,Aristides AlvesCláudio VersianiEdu SimõesJuca MartinsMiguel ChikaokaNair BenedictoPaulo LeitePedro VasquezPenna PrearoRicardo Malta e Rosa Gauditano.

Entre os principais objetivos do curador para a mostra está o resgate do aspecto temático das imagens ligadas à religiosidade, observando a poética e os elementos estéticos de fotógrafos que atuavam em diversos setores da fotografia brasileira no período.

As fotografias escolhidas para compor a nova mostra do museu exibem celebrações diversas, retratando diferenças e semelhanças socioculturais e de expressões de fé de um mesmo povo. Citando apenas algumas, temos um ato ecumênico no Rio Araguaia, as procissões de Nossa Senhora das Grotas em Juazeiro/BA, da Sexta-Feira Santa em Itapevi/SP, da Nossa Senhora do Rosário em Serro/MG, do Senhor Morto em Monte Santo/BA, e a Festa do Divino em São Luiz do Paraitinga/SP, entre outros. Apesar dos inúmeros contrastes regionais, essas imagens possuem elementos que atestam serem essas manifestações de fé: velas, estandartes, trajes típicos e imagens religiosas.

“Essa tradicional forma de devoção, que representou no passado remoto, e mesmo recente, uma das profundas manifestações do espírito religioso nacional, quer pelo seu caráter litúrgico, quer por seu teor popular, sempre suscitou formas de criatividade que confinam com o espetáculo em seu sentido mais abrangente”, diz Pe. Godinho no texto da exposição de 1985.

Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80 tem como cerne fotografias de manifestações populares, que vem se perdendo ao longo dos anos, fato este, aliás, já apontado por Pe. Godinho à época da exposição que organizou, há quase três décadas. A comunicação com o sagrado, que pode ser representada pela chama de uma vela, como sugere o título, é o tema que permeia essas obras. Luz da Fé visa contribuir com a memória da devoção brasileira para que ela não se perca, para que a chama dessa vela não se apague.

Luz da Fé – Fotógrafos Brasileiros Anos 80
                      Adenor Gondim
                          Aristides Alves
                              Cláudio Versiani
                                 Edu Simões
                                   Juca Martins
                                     Miguel Chikaoka
                                        Nair Benedicto
                                           Paulo Leite
                                              Pedro Vasquez
                                                  Penna Prearo
                                                      Ricardo Malta
                                                           Rosa Gauditano


Período: 20 de maio a 29 de julho de 2012
Horário: terça a domingo, das 10 às 18h
Fonte: MAS-SP

Exposição “Ainda Queria Falar de Flores” de Anita Lima / Kamara Kó

Tal qual no poema de Drummond, nas fotografias de Anita Lima rompem flores do asfalto. É a delicadeza improvável. Em sua primeira mostra individual, a artista captura fragmentos urbanos que parecem negar a turbulência do cotidiano das cidades grandes. Nas imagens, o verde das plantas em meio ao burburinho cinza do cenário de concreto compõe a série “Ainda Queria Falar de Flores”, em exposição a partir do dia 10 maio, na Kamara Kó Galeria.

A natureza imersa na corriqueira atmosfera cosmopolita dá indícios de uma terceira imagem, que nasce da composição do acaso: explosão de formas e cores que se encontram. O pictórico presente na ordenação de plantas e paredes de casa. “Uma outra possibilidade de mirar o mesmo, o já conhecido. A concretude da parede, a delicadeza de uma folha, o espinho de um cacto, uma trepadeira que insiste em grudar em transformar e dar movimento ao que foi criado para ser imóvel” diz Simonetta Pershiscetti, jornalista e crítica de fotografia, que assina a curadoria da exposição. “O trabalho diz muito mais do que apresenta: mostra que não existe imobilidade, que a surpresa está bem diante de nós”, completa.

A série explora elementos que, embora pertençam a um mundo urbano, não comungam da velocidade típica do cotidiano das cidades. “O trabalho se traduz em crônica urbana metafórica que mistura cimento, matéria estéril imposta pelo homem, e a vida vegetal, em sua forma mais bruta e crua”, diz Anita. Poética que traduz uma visão microscópica do contraste existencial do urbano, numa percepção intimista da cidade. Dessa contradição entre dureza e orgânico, do choque de tempos e naturezas distintos, se extrai, curiosamente, um mundo de equilíbrio, retratado pelo rigor técnico, pela composição exata de cores e ângulos.

O projeto, iniciado em 2009, foi selecionado com três imagens para o salão Arte Pará 2010, da Fundação Rômulo Maiorana. Em 2011, “Ainda Queria Falar de Flores” foi selecionado no II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

A exposição integra uma série de cinco mostras previstas para este ano na Kamara Kó Galeria, projeto beneficiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura e ao Esporte Amador Tó Teixeira e Guilherme Paraense, com patrocínio BLB Eletrônica e apoio da Grand Cru e Fast Frame.

Sobre a artista

Anita Lima é fotógrafa e nasceu em São Paulo. Vive em Belém desde 2005. Nos anos de 2006 e 2010 teve obras selecionadas para o Salão Arte Pará (Belém-PA) e foi convidada a participar do 3º Salão da Vida Belém Pará (Belém-PA/2010). Começou suas produções fotográficas em 2000. Entre suas principais participações em mostras estão as coletivas Indicial (Sesc-Belém, 2010); Fotoativa Pará Cartografias Contemporâneas (SESC – São Paulo, 2009); Eterno Feminino (Fotoativa, 2008); PinholeDay 2007 (Fotoativa); Galeria Sol Informática (2007); Cianotipia e Calotipia (Fotoativa, 2005) e Casa Aberta 2000 (Senac-São Paulo, 2000).

SERVIÇO:

Abertura da mostra “Ainda Queria Falar de Flores”, de Anita Lima, na Kamara Kó Galeria (Travessa Frutuoso Guimarães , 611, Campina), dia 10 de maio, às 19h30. Visitação de 11/05 a 23/06, de 15h às 19h (terças, quartas, quintas e sextas), e de 10h às 13h (sábados). A exposição é uma realização da Kamara Kó Galeria, com patrocínio da BLB Eletrônica, apoio institucional da Lei Tó Teixeira, Fumbel e Prefeitura de Belém, e apoio cultural da Grand Cru e Fast Frame. Entrada franca. Informações e agendamentos: (91) 32614809 | kamarakogaleria@gmail.com | www.kamarakogaleria.com

“O Olhar que vem da Terra”, fotógrafos paraenses na Galeria Virgílio em SP

Olhar que vem da terra reúne fotografias de 15 artistas de origem paraense em coletiva na galeria dirigida por Izabel Pinheiro em São Paulo

A Galeria Virgilio inaugura no dia 08 de maio, às 20 horas, a mostra de fotografias O Olhar que vem da Terra, comcuradoria de Izabel Pinheiro e texto de apresentação do arquiteto Paulo Chaves. A coletiva 47 de fotos e 2 vídeos exibe a recente produção de 15 artistas de origem paraense ao público paulistano durante a realização da SP Arte, evidenciando a diversidade de linguagens de diferentes gerações de artistas selecionados pela galerista paraense.

Participam da coletiva: Alberto Bitar (selecionado para a 30a Bienal de São Paulo), Alexandre SequeiraArmando QueirozBruno CecimClaudia LeãoElza LimaMariano KlautauFlavya MutranFatinha SilvaGuy Veloso(participou da 29a Bienal de São Paulo), Octávio CardosoPaulo JaresWalda MarquesPedro Cunha e Paula Sampaio.

Balizada desde o início dos anos 1980 em oficinas criativas como o FotoficinaFotoativa e, principalmente, nas realizações do Fotovaral, a partir de 1983, algumas gerações de artistas paraenses passaram a fazer leituras críticas acerca do fazer fotográfico, alentando uma produção singular que teve continuidade na década seguinte, impulsionada pela Oficina de Fotografia Fotoativa. Para o pesquisador e fotógrafo Patrick Pardini, o legado técnico, metodológico e pedagógico dessas oficinas  se faz presente em grande parte da atual produção fotográfica paraense representada nesta mostra coletiva.

 

Para Paulo Chaves, “a fotografia paraense se afirma na diversidade de conceitos e atitudes diante da vida. A rigor, apesar das diferenças, pulsa uma factível identidade amazônica, com suas misérias e esperanças. Quem sabe um único olhar num caleidoscópio de infinitas combinações, ou, talvez, múltiplos olhares de uma essência que se plasma na energia do nosso imaginário”.

Serviço:

Evento: O Olhar que vem da terra, exposição coletiva de foto e vídeo

Abertura: 08 de maio, terça-feira, a partir das 20 horas

Período expositivo: de 09 de maio a 05 de junho de 2012

Local: Galeria Virgilio

Endereço: Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 426

CEP 05415-020, Pinheiros, São Paulo – SP

Telefone: (55 11) 2373 2999

Horários: de segunda a sexta, das 10 às 19h; e sábados, das 10 às 17h

Entrada franca e livre

www.galeriavirgilio.com.br

Informações para a imprensa:

Décio Hernandez Di Giorgi

www.adelantecultural.com.br

dgiorgi@uol.com.br

Tel.: (55 11) 8255 3338 (cel.)