Livro “OUTRA NATUREZA – 6 Diálogos Sobre a Amazônia” de Orlando Maneschy

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Livro resultado do projeto de exposição, premiado pelo Banco da Amazônia em 2012,  com curadoria de Orlando Maneschy com os artistas Melissa Barbery, Keyla Sobral, Danielle Fonseca, Luciana Magno e Victor de La Roque em diálogo com o curador.

Aqui uma galeria da exposição no Espaço Cultural Banco da Amazônia.

Enquete – Quem foi destaque nas artes visuais no Pará em 2011?

O blog Xumucuís escolheu seis artistas como destaques das artes visuais em 2011. É inegável a qualidade da produção artística em Belém apesar de poucos incentivos e, principalmente, espaços expositivos para dar vazão a esta grande produção. O  Museu Casa das Onze Janelas continua sendo a instituição referência em arte contemporânea, e o Centro Cultural Sesc Boulevard surge como uma das melhores infra-estrutura em espaço expositivo.

Roberta Carvalho ganhou prêmio no Diário Contemporâneo de Fotografia com o projeto #Symbioses, trabalho de grande impacto visual que foi convidado a participar para vários circuitos pelo Brasil. A grande exibição deste trabalho foi na Ilha do Combu, região das ilhas na frente de Belém, como resultado dos micro-projetos para Amazônia Legal da Funarte/MINC com o qual #Symbioses também foi contemplado.

Victor De La Roque ganhou prêmio no I Salão Xumucuís de Arte Digital com a interferência na web “Not Found”. Foi selecionado para o Arte Pará 2011 com a performance “Gallus Sapiens III” e participou da exposição “Caos e Efeito” no Itaú Cultural em São Paulo, que pra mim foi a grande mostra de arte contemporânea este ano no Brasil.

Drika Chagas com “Cidade Labirinto” levou seu grafite para o Centro Cultural Sesc Boulevard com uma grande instalação que foi sendo construída aos olhares do público. Foi uma grande surpresa ver a jovem artista levar seu poderoso grafite para uma galeria de forma tão inventiva e imersiva.

Flavya Mutran é Mestre em Artes e teve seu trabalho “Pretérito Imperfeito de Territórios Móveis” exposta em Porto Alegre, resultado do prêmio da Funarte, e em Belém, contemplado pelo edital do Espaço Cultural Banco da Amazônia. Flavya mergulhou na web com sua fotografia e pensamento e criou um universo de reflexão da identidade sem perder a potência das imagens.

Keyla Sobral encontrou em sua poesia visual, em seus singelos desenhos, uma forma corajosa e bela de extravasar sua arte e seu íntimo.  A individual “Lá fora é bem melhor do que aqui dentro”  num flerte com a literatura definiu Keyla como artista, em vida e arte. Prêmio Aquisição no Arte Pará 2011, Keyla desenvolveu este trabalho com a Bolsa de Pesquisa do Instituto de Artes do Pará.

Marcone Moreira ganhou o maior prêmio das artes visuais no Brasil, o Marcantônio Villaça. Produzindo sua obra em Marabá, com a participação da comunidade, Marcone é um jovem veterano das artes no Pará. Suas grandes obras possuem uma força primitiva, numa forma de arqueologia de artefatos que o artista inventa com os resíduos de uma amazônia em transformação.