2013 em exposição // Destaques do ano nas artes visuais em Belém

Resolvemos fazer uma seleção do que melhor aconteceu em 2013 nas artes visuais de Belém, exposições individuais, coletivas e projetos especiais, são três exposições/projetos em cada um dos ítens. Estamos abertos a críticas e comentários, fique à vontade.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

ENTREATO DA LUZ, de Luiz Braga

Um dos maiores fotógrafos do Brasil, o paraense Luiz Braga mostrou na Sala Valdir Sarubbi do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas seus trabalhos que já fazem parte de nosso imaginário artístico com novas produções, com curadoria de Armando Queiroz. Um ponto alto a destacar foi a instalação com as fotografias da série “Menina e Carvão”, uma novidade expositiva na carreira do artista.

OLHAR URBANO, de Jeyson Martins

O jovem artista Jeyson Martins fez duas individuais em 2013, “Interlúdio”na Galeria Gotazkaen e essa que destacamos aqui que foi realizada na Galeria Theodoro Braga, no Centur. O artista mesclou a fotografia pinhole, realizada em câmeras artesanais criadas pelo próprio artista em latas vazias de spray, onde ele capta a periferia da cidade onde, por vezes, intervêm com seus grafites e pixos.

MIRADA, de Luiza Cavalcante

luiza

A jovem fotógrafa paraense revela um olhar poética em sua série “Mirada”, onde retrata o universo de cinco mulheres, em branco e preto, e com grande domínio de cena. Uma entrada de grande impacto na forte cena da fotografia em Belém, selecionada no edital de pautas da galeria do CCBEU.

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

II SALÃO XUMUCUÍS DE ARTE DIGITAL, curadoria de Ramiro Quaresma

Não podiamos deixar de citar a segunda edição do Salão realizado pelo nosso blog, realizada através do prêmio Conexão Artes Visuais MINC/Funarte/Petrobras em dois espaços expositivos (CCBEU e MEP, ambos em editais de seleção de pauta). 20 artistas selecionados em todo o Brasil e 9 convidados paraenses fizeram parte do projeto.

AMAZÔNIA, LUGAR DE EXPERIÊNCIA, curadoria de OrlandoManeschy

Projeto que tem objetivo formar o acervo amazoniano do Museu da UFpa, idealizado pelo artista visual e curador Orlando Maneschy, adquiriu esta coleção que expôs no MFUPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.

IV PRÊMIO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO DE FOTOGRAFIA, curadoria de Mariano Klautau

Projeto de grande visibilidade idealizado pelo fotógrafo e professor Mariano Klautau e realizado pelo jornal Diário do Pará.  Através de seleção a nível nacional o Prêmio realizou duas exposições, no MUFPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. O projeto tem como pontos fortes as ações formativas e educativas realizadas antes e durante o evento.

PROJETOS ESPECIAIS

R.U.A – Rota Urbana pela Arte

Projeto da artista visual/grafiteira Drika Chagas que propôs uma galeria de grafites pelas ruas da Cidade Velha em Belém, ressignificando o espaço urbano a partir de uma pesquisa com as memórias dos moradores do bairro.

#REDUTOWALLS

Projeto de arte urbana de Sebá Tapajós, onde o artista e colaboradores grafitam um muro por semana no bairro do Reduto, antiga zona portuária de Belém.

FESTIVAL AMAZÔNIA MAPPING

Idealizado pela artista visual Roberta Carvalho, a primeira edição do festival trouxe a Belém os grandes nomes do VJismo e mapping do Brasil e levou milhares de pessoas ao Complexo Feliz Lusitânia para as apresentações que mapearam as superfícies dos principais prédios históricos da cidade.

Imagens: web, facebook e etc (quem quiser crédito é só falar) 🙂

Conversa com os artistas – Processo Criativo // Galeria Gotazkaen

Abrindo as portas em Dezembro de 2012, com uma exposição de Rodrigo Cantalício, Luiza Cavalcante e Brunno Regis, a Gotazkaen é um espaço expositivo que devemos prestar bastante atenção.  Novíssimo espaço na cena artística de Belém,  realiza nesta quarta (25)  um bate-papo com os três artistas expostos sobre seus processos criativos. Vale conferir!

Do perfil do Facebook da Gotazkaen:

 

 

 

As composições do Rodrigo Cantalicio trazem o colorido sóbrio de tons como vermelho e amarelo ao mesmo tempo que revelam a alegria de elementos figurativos, como estrelas e arabescos. Outra peculiaridade do estilo de Cantalicio é que, muitas vezes, as mãos e cabelos de seus personagens são mais importantes que seus rostos, por revelarem movimentos insólitos, que sugerem a desfragmentação do concreto. Ele se inspira em Klimt, Dali e Tom Zé, mais pela forma de verem a vida, do que por sua estética.

 

 

 

Luiza tem 22 anos, uma coleção de 14 câmeras analógicas e uns filmes para revelar. O que gosta na fotografia é a surpresa da imagem, um filme vencido, aquela revelação esquecida, a lembrança guardada. Participou de 7 exposições coletivas, obteve 2 fotografias no projeto INDICIAL – exposição localizada em um prédio abandonado em ruínas juntamente com fotógrafos renomados e iniciantes. Também conta com participação no evento de fotografia Paraty em Foco no ano de 2009 e uma publicação na revista nacional Fotographos na 13º edição no ano de 2007.
Formou-se este ano em Artes Visuais e pretende buscar novos e bons ares em breve.

 

Brunno, sobre o seu trabalho: “Acho que descobri que fotografia era fotografia muito tarde, queria ter passado aquelas tardes ociosas de pré-adolescência fotografando. Fui começar de verdade a me ligar em bater foto quando eu já tinha entrado na faculdade e o tempo já era mais corrido. Sempre tive como principal referência os álbuns de família. Meu pai não era fotógrafo nem nada, na verdade eu nem tinha me tocado até outro dia que era ele quem registrava as minhas fotos preferidas, mas o que eu adoro é a genuidade dessas fotos mais íntimas. Depois de um tempo acabei tendo contato com fotografia profissionalmente, dando de cara com todos os embates de tecnologia de fotografia digital e essas coisas. Me tornei mais técnico, comecei a fotografar vídeo e me preocupar com “mise en scène” e coisa e tal, mas nunca deixei de lado a paixão por aquele sentimento de “dane-se se a foto é de celular, digital, analógico, pin-hole, tekpix”, o que é importa não é a plataforma e sim o resultado.